Pigou v. Keynes: ao respeito da demanda e oferta de trabalho

Eu estive buscando um texto como o de Adriana Nunes Ferreira para entender melhor as diferenças entre teorias concorrentes sobre a demanda real por trabalho e a oferta de tal.  Isso é importante porque eu sinto que quanto mais o economista aprende, mais ele esquece que a sua teoria favorecida não é a única que existe.  Qualquer teoria depende de vários fatores que podem ou não ser constantes (ou relevantes) ao longo do tempo e através de vários países.  Ainda mais perigosa é quando uma instituição deixa de escutar às teorias que não estão subordinadas a um arcabouço já estabelecido.  O arcabouço é perpetuado sem cair em si que ele às vezes não funcione!

Por esse motivo, deixo algumas notas sobre as discordâncias entre Pigou e Keynes obrigado pelo que li no texto de Ferreira.

Keynes nós disse o seguinte:

a oferta de trabalho → a demanda de trabalho →

o trabalho disponível (e as taxas de emprego e desemprego involuntário

No caso que há uma queda do preço de um bem dado o fator do trabalho disponível não seja tão flexível como no modelo de Pigou (o que nós veremos em seguida).  Os trabalhadores não podem aceitar serem menos pago para que retiverem suas vagas.  Ou seja, os salários nominais não são flexíveis frente de uma mudança na oferta de trabalho.

Pigou nós disse o seguinte:

os salários nominais são flexíveis →

esses salários nominais estabelecem o  equilíbrio entre a demanda E oferta de trabalho

Então a quantidade e os preços de um bem dado é determinado por os salários nominais indiretamente.

O salário real deve ajustar da mesma maneira para o Pigou.  Devemos permitir que o salário real cai “de modo a se ajustar à demanda real por mão-de-obra” (2).  Também é interessante que a taxa de juros, demanda por bens, e nível geral de preços não necessariamente são fatores capazes de alterar o equilíbrio (e por consequência o nível de pleno emprego) (4).  Estes fatores sim têm uma influência no modelo de Keynes.

Pigou assumia que havia uma mobilidade do trabalho perfeito e que o desemprego vem das “mudanças nas condições de demanda [que] ocorrem continuamente e [as] fricções [que] impedem que ocorra o ajuste apropriado de salários instantaneamente (p.252)” (3).  No curto prazo, as taxas reais de salário são uniformes, dado a demanda e a quantidade de trabalhadores.  Isso é distinto do modelo do Pigou.  Acho que mesmo que a mobilidade de trabalho é mais móbil hoje, não e exequível imaginar um mundo onde os trabalhadores viagem ate quaisquer ponto à modo que existe uma demanda para os seus serviços.  Mesmo que na estrutura de globalização isso seria um resultado desejado, essa mobilidade de trabalhadores não esta considerando o custo de transporte e outras considerações inerentes de uma mudança.  Também não pode ser uma informação perfeita sobre os salários que os trabalhadores estão ganhando.  Os trabalhadores podem estar beneficiados de fatores não monetários também (um ambiente mais saudável, dias de folga renumerados, tempo para melhorar as suas capacidades, etc.).

Por sua vez, Keynes era muito influenciado pelo ambiente de incerteza no que vivia.  A renda e o emprego atingido são fatores que resultam de uma série de variáveis:

taxa de juros à a demanda e oferta de moeda (p.219 de Keynes e 4 de Ferreira) à os preços de bens de capital à nível de renda à propensão de consumir à as empresas determinam quantos bens para produzir à gasto de investimento da parte da empresa à a renda e o emprego atingido.

Então o mercado de trabalho não pode determinar seu salário.  O seu pagamento já e determinado pelo nível de investimento.  Tanto Pigou como Keynes aceita que o salário é o mesmo como a produtividade marginal do trabalhador.  No entanto, Keynes não concordava que a demanda efetiva necessariamente esteja responsável para a oferta de trabalho (6).

Enfim, o desemprego involuntário que resulta em cada modelo é distinto.  Pigou nós disse que os trabalhadores são flexíveis e podem alterar seus salários para que todos estejam empregados.  O desemprego desejado é determinado assim.  Noutro modelo de Keynes, a maximização de riqueza para as empresas determinam o nível de desemprego.  Se o investimento da empresa não for suficiente, alguém não será empregado.  (Talvez nesse caso o indivíduo deve começar a sua própria empresa e investir nele mesmo?)

Keynes rejeitava a ideia de market clearing para o mercado de trabalho porque este mercado é diverso do mercado de bens (9).  Ainda se os trabalhadores aceitassem reduções dos seus salários nominais, isso não garantiria acesso a um posto de trabalho (10).

Ferreira continua a falar sobre outras condições e empecilhos que impedem esses modelos de ser auferidos sem percalços.  Distintos autores falavam de os caprichos de trabalhadores, a barganha coletiva por salários e as expectativas que as pessoas têm num país desenvolvido.  Todas estas situações merecem de tempo para discutir.  Precisamente o tempo é aquilo que eu falto!  Então no interesse do meu tempo e para respeitar a discussão que Ferreira já fez, lhes encaminho para o trabalho dela através do site da UNICAMP: http://www.eco.unicamp.br/index.php/textos (TD 237).

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