Inovação, via internacionalização, faz bem para as exportações brasileiras

Este suplemento trata como as empresas no Brasil tem uma base de inovação no exterior até inclusive as empresas estrangeiras que vem ao Brasil para inovar.  Uma firma no exterior e utilizada como fonte de informação sobre os avanços tecnológicos no seu setor.  As subsidiarias podem “acessar canais de comercialização, adaptar os produtos a demanda de mercados específicos, criar mercados, acessar recursos financeiros mais baratos e apropriar tecnologias não disponíveis no mercado doméstico” (187).

Os autores investigaram isso na sua primeira tabela:

Categorização das Firmas da Indústria Brasileira de acordo com a Origem do Capital Controlador e sua Internacionalização com Foco na Inovação Tecnológica

Tem várias outras formas de que uma empresa pode ser “internacional”.  O número de empresas que são “internacionais” experimenta um aumento significativo ao analisar outras variáveis em vez de “internacionalização com foco na inovação”.  Por exemplo, no caso de incluir outras variáveis como o faturamento, o valor adicionado na indústria, e a variável exportação, a representação das firmas que participam aumentam exponencialmente.

“As categorias NAC_BR, NAC_ISOLADA, EST_ISOLADA e MIST_ISOLADA foram considerados não internacionalizadas com foco na inovação.”  Porém o grupo NAC_EXT e considerado internacionalizado como foco na inovação mas as empresas nessa categoria são apenas 0,35% do número total (197).

Dentro da categoria NAC_ISOLADA todas as variáveis alternativas mencionadas acima tem uma dispersão “em torno da média e relativamente alta indicando que esta categoria e mais heterogênea que as demais”.  NAC_ISOLADA também há “uma relação exportação/faturamento próxima das demais categorias” (199).  Então embora ganhar menos, essas empresas ainda conseguem exportar relativamente tanto quanto as empresas nas outras categorias e provavelmente de maior porte.  Ao supor que apenas as firmas que são tecnologicamente avançadas podem exportar, talvez as NAC_ISOLADA não precisam de uma firma no exterior para atingir seus objetivos.

Os autores também notam que para a categoria NAC_BR “…há um conjunto significativo de empresas internacionalizadas, ainda que não com foco na inovação.  Isso significaria que o esforço endógeno (nacional) de inovação estaria dando frutos na competitividade internacional” (205).  Pode ser que estas empresas já são capazes de continuar a inovar no seu próprio pais?   Outra possibilidade pode ser que só agora as empresas podem aprender e incorporar as novas tecnologias sem precisar de existir fisicamente em outros países.  Já sabemos que a teoria de convergência um dia implicaria que o Brasil não precisar mais depender tanto na tecnologia estrangeira para ser competitivo.  Isso será a verdade se o mercado brasileiro pode absorver a nova tecnologia, atrair capital e participar nos mercados globais (Moses Abramovitz 1986).

De volta ao capitulo de análise, o setor NAC_ISOLADA está experimentando um processo de inovação em vez de realizando inovações que acabam a ser validadas pelo mercado.  Isto pode ser observada pela Tabela 5 em pagina 203 (206). 96% das empresas na economia brasileira cabem no setor NAC_ISOLADA e o esta responsável por um terceiro dos gastos em P&D.  A tabela 6 claramente mostra sua importância.  Enfim, “a inovação de produto” pode ser pouca correlacionada com “o treinamento” que pode sugerir que as inovações acontecem em incrementos (208).  Isso e difícil medir porque nem sempre as empresas estão conscientes do custo implicado para treinar seus trabalhadores nas atualizações tecnológicas que veem quase diariamente.

Media do Dispêndio das Firmas em Atividades Relativas à Inovação Tecnológica como Proporção Percentual do Faturamento, por Categorias de Firmas, em 2000

Valor Total dos Dispêndios em Atividades Relativas à Inovação Tecnológica por Categorias de Firmas em 2000 (Milhões de R$)

O resto do capitulo vale a pena ler, mas agora vou deixar de escrever sobre o conteúdo.

Eis o link que contém a maioria da informação encontrado no livro Economia do Conhecimento, Crescimento e Inclusão Social.  Também lá você pode achar os fontes e os links para aqueles artigos diretamente.  Os vários autores têm escrito sobre como a teoria H-O, o custo dos recursos, a exportação das firmas, e as teorias chamberlianas foram estudados em relação ao Brasil.

Também faço uma lista de organizações governamentais brasileiras mencionadas no capitulo para que eu possa investigá-las mais em diante.

Pesquisa de Inovação Tecnológica na Industria (Pintec)

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Secretaria de Comercio Exterior (Secex)

Ministério de Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior (MDIC)

Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Integração (Aladi)

Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)

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