Um diálogo distinto – O Mercosul vs. A Aliança Pacífica

Faz alguns meses que eu estou lendo as manchetes dos jornais sempre pintando a Aliança Pacífica com boa tinta.  Foi quase impossível encontrar algo que falou com uma voz crítica sobre o bloco de comércio que era depictado como muito mais avançado do que Mercosul.  No entanto que os países da Aliança Pacífica têm uma política de mais apertura de comércio exterior, isso não signifique que eles terão mais desenvolvimento nas suas economias nacionais.

Achei um resumo do desenvolvimento dos acordos bilateriais na América Latina que é muito importante ler para que entenda as diferenças entre a integração sul-americana e os outros processos de integração que estão acontecendo mundialmente.  O fato mais importante é que o projeto do triângulo ABC começou bem antes dos outros projetos interregionais no mundo e acordo foi contruído para razões bem distintas.  Os países se aproximavam para resolver conflitos antes da deflagração de conflito e para proteger a vizinhança.  Recomendo que você leia algumas partes dessa obra acima.

Então, não vou esconder o fato que o problema com o MERCOSUL nesses últimos anos não era o Paraguai nem a incorporação da Venezuela, mas mesmo o papel que exige a Argentina.  Argentina está em crise simplesmente porque ela está perdendo cada vez mais poder ecônomico e político no escénario mundial.  Ou seja, a fatia da torta argentina é cada vez menor.  Para o maior parte do século dezenove e vinte o país usufriui uma posição privilegiada tanto no continente quanto no mundo.  Vou deixar a história para os livros, mas nos últimos anos a Argentina está se tornando um parceiro não igual ao Brasil porque o seu peso relativo está cada vez menor depois de cada nova incorporação de país sul-americano (logo será a Bolivia, Equador…).

Muita dessa paralisia do MERCOSUL é devido a isso (na minha opinão humilde).  O Mercosul continua a crescer e o Brasil será o motor do grupo.  Os dois países vão crescer juntos, mas não à mesma velocidade nem nos mesmos setores.  Devido a esta crise de identidade argentina, o grupo começou a abrir um dialógo com a União Europeia.  Será ventajoso para a Argentina ter uma relação forte com a União Europeia porque o povo e os cidadãos tem um forte afinidade à Europa enquanto o resto do continente, embora tendo conexões, elas são mais francas daquilas argentinas.  Também um acordo comercial com Europa será bom para a Argentina para razões logísticas além de culturais.

Não obstante a crise atual com a Argentina, o Mercosul está progredindo bem, embora temos de identificar o quê estamos medindo e de qual nível de desenvolvimento abordámos.  Daqui em diante, vou referir diretamente ao blog e o discurso enteiro da Itamaraty onde eu achei essas informações.  Não acredito que as cifras sempre estão colocado em contexto adequado, mas só vou criticar um par de cifras diretamente. 

O mais importante aspecto do MERCOSUL é a industria diversificada e produtiva e os taxas de êxito das empresas micros, pequenas e médias.  Pesquise as reportagens brasileiras do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empreas – SEBRAE.  Também existem vários bancos de dados argentinos sobre o tema.  O crescimento gradual do mercado para os produtos semi-manufaturados e manufaturados brasileiros é contínuo, o artigo da Itamaraty tem números mais concretos, olhe lá. 

    A diversifição produtiva e do comércio é fundamental para o desenvolvimento econômico de um país.  Alguns dos países pequenos na América Latina que também não são sócios do MERCOSUL tiveram experiências distintas com os acordos bilateriais (especialmente com os países “desenvolvidos”).  Às vezes o investimento estrangeiro está apenas colocando fundos nos setores que exportam materias primas, não produtos semi-manufaturados ou manufaturados.  Então esses investimentos estão se tornando alguns países ainda mais dependentes nos países “do primeiro mundo” e desmantelando as empresas nascentes em estes países.  O argumento normal será que os países não quieram repetir a experiência da Industrialização por Sustitução de Importações (ISI).  Em contraste de reconstruindo a ISI, esses países estão contemplando  se eles querem produto algum manufaturado no solo da própria patria.

Outra vantagem do MERCOSUL é o tratamento das cidadãs sul-americanas.  O que falta no acordo comercial da NAFTA (que fica muito evidente desde aqui) é a livre circulação das pessoas entre os vários países pertenentes.  Dentre os benefícios que recebem as pessoas do MERCOSUL são os “direitos civis, deveres e responsabilidades trabalhistas e previdenciárias”, em particular a possibilidade de “contagem do tempo de contribuição” que estava feito para o sistema de previdência desde outro país membro, e as bolsas outorgadas para outros países quanto dentro como fora do MERCOSUL.  Em contraste à fronteira norte-americana, aquela do MERCOSUL aspira ser um “espaço de convivência” e igualmente importante, também “de oportunidades maiores e melhores para todos” nessa área.  Se pensa sobre os três requisitos para o bem funcionamento de capitalismo; o livre movimento de capitais, recursos, e trabalho, o MERCOSUL tem tudo.

Bom então chegou a hora para fazer uma crítica tão simples, mas importante.  Os políticos têm de deixar medir a porcentagem do PIB regional, território, população, ingressos de investimento estrangeiro e comércio exterior em termos sul-americanos e depois fazer a comparação à Aliança Pacífica.  Estes datos não nós dizem nada sobre a situação real, onde o México não é uma parte de América do Sul, mas sim um sócio importante (se não seja o mais importante) da Aliança Pacífica.  Então, o que será justo é incluir América Latina sem o Caribe, ou incluir todo o mundo latino quando o MERCOSUL quiser medir esses datos em comparação “ao resto”.  A outra opção será fazer alguma calcúlo para reconhecer a existência do México, e por consecuência, o braço norte-americano.

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